Toda a cidade arde
Enquanto ele reflecte
Não sente remorsos
Pelo que fez
Não sente remorsos
Pelo que não fez
Ocupa-se na exploração
Do seu quarto
Quatro paredes
Quarto sólido
Na fragilidade da tarde
Pensa
E não se sabe no quê
Talvez o acto de pensar
O complete
No vazio ocupado
Pelo exterior
Pelo jogo de xadrez
O aleatório das ruas
No desinteresse
Dos príncipes que se batem
Nas suas guerras
Nos seus jogos fúteis
Lá fora onde algo se decide
Onde o silêncio devora os mapas
Onde os desertos se multiplicam
Enquanto as ruas se incendeiam
Ele reflecte
Olhando por vezes a janela
Como um caleidoscópio
Onde as cores há muito se fundiram
Como candeias loucas
Não existe mundo para além dessas paredes
Não existe esperança senão na espera
E assim estremece nas palavras
Nas palavras que há muito escrevera
Aplainando as horas da renúncia
Amando essa cidade que arde
Na veemência do seu entorpecimento.
Enquanto ele reflecte
Não sente remorsos
Pelo que fez
Não sente remorsos
Pelo que não fez
Ocupa-se na exploração
Do seu quarto
Quatro paredes
Quarto sólido
Na fragilidade da tarde
Pensa
E não se sabe no quê
Talvez o acto de pensar
O complete
No vazio ocupado
Pelo exterior
Pelo jogo de xadrez
O aleatório das ruas
No desinteresse
Dos príncipes que se batem
Nas suas guerras
Nos seus jogos fúteis
Lá fora onde algo se decide
Onde o silêncio devora os mapas
Onde os desertos se multiplicam
Enquanto as ruas se incendeiam
Ele reflecte
Olhando por vezes a janela
Como um caleidoscópio
Onde as cores há muito se fundiram
Como candeias loucas
Não existe mundo para além dessas paredes
Não existe esperança senão na espera
E assim estremece nas palavras
Nas palavras que há muito escrevera
Aplainando as horas da renúncia
Amando essa cidade que arde
Na veemência do seu entorpecimento.
fernando gregorio

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