ABRO A MANHÃ
Abro a manhã de uma branca
segunda-feira,
a janela, e a rua indiferente
rouba entre a sua luz
e os seus rumores a minha presença
infrequente entre as folhas.
Este mover-me... em dias
totalmente fora do tempo
que pareciam consagrados a mim,
sem regressos nem paragens,
espaço todo cheio do meu estado,
quase prolongamento da minha existência,
do meu calor, do meu corpo......e se truncou...
Estou noutro tempo, num tempo que dispõe
as suas manhãs nesta rua que eu olho,
desconhecido,
nesta gente resultado de uma outra história .
Pier Paolo Pasolini
trad.fernando greg.

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