NOITE
Tem por costume a noite o domínio
dos seus movimentos surdos,
num aparente interregno, o silêncio
celebra pelas praças as suas cerimónias
ocultas.
repete-se o exacto das fachadas
dobradas sobre resguardos e enganos.
Repete-se o brilho das calçadas
na vacuidade fria dos passos.
Trata-se de uma imobilidade
falaciosa, pois algo se maquina
no âmago de um ilusório vazio.
Um grupo de passantes declara
que o amanhecer ocorrerá antes
de tempo.
Um autocarro transporta passageiros
ensonados, que olham a cidade
vazia daquilo que lhes havia sido
destinado.
Fernando gregorio
Tem por costume a noite o domínio
dos seus movimentos surdos,
num aparente interregno, o silêncio
celebra pelas praças as suas cerimónias
ocultas.
repete-se o exacto das fachadas
dobradas sobre resguardos e enganos.
Repete-se o brilho das calçadas
na vacuidade fria dos passos.
Trata-se de uma imobilidade
falaciosa, pois algo se maquina
no âmago de um ilusório vazio.
Um grupo de passantes declara
que o amanhecer ocorrerá antes
de tempo.
Um autocarro transporta passageiros
ensonados, que olham a cidade
vazia daquilo que lhes havia sido
destinado.
Fernando gregorio

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home