morte branca
MORTE BRANCA
Tranca a porta
e refugia-te
no insondado.
Conquista a paz.
a paz branca
a luminosa
o armistício.
Encontrarás
talvez aí
o que sempre
te foi negado
pela noite.
os despojos
do que foste
jazem lá fora.
por favor,
não olhes
o relógio,
pois jamais
o tempo
poderá banhar
o pouco
que te resta.
virá uma senhora,
a velha senhora
poliglota,
e dirá;
weisse tot
mort blanche
muerte blanca
withe dead
morte bianca
morte branca.
a senhora
das mil línguas.
ela será generosa
à sua maneira.
ela vai-te oferecer
a paz
bem junto
ao seu seio.
vais entregar-te?
Não te podes negar.
deixa-te ir
lentamente
suavemente!
tocará
o teu sangue
a última pergunta?
regressarás
a uma nova partida? Fernando gregorio
Tranca a porta
e refugia-te
no insondado.
Conquista a paz.
a paz branca
a luminosa
o armistício.
Encontrarás
talvez aí
o que sempre
te foi negado
pela noite.
os despojos
do que foste
jazem lá fora.
por favor,
não olhes
o relógio,
pois jamais
o tempo
poderá banhar
o pouco
que te resta.
virá uma senhora,
a velha senhora
poliglota,
e dirá;
weisse tot
mort blanche
muerte blanca
withe dead
morte bianca
morte branca.
a senhora
das mil línguas.
ela será generosa
à sua maneira.
ela vai-te oferecer
a paz
bem junto
ao seu seio.
vais entregar-te?
Não te podes negar.
deixa-te ir
lentamente
suavemente!
tocará
o teu sangue
a última pergunta?
regressarás
a uma nova partida? Fernando gregorio

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