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sexta-feira, outubro 22, 2004

SUICIDIOS NAS PRISÕES PORTUGUESAS

Em apenas cinco meses, de Janeiro a Maio do presente ano, cerca de 13 reclusos terão cometido suicídio (apenas menos três do que em todo o ano de 2003).
A explicação para este aumento das taxas de suicídio nas prisões portugueses (para além da própria condição de prisioneiro, de pessoa que se vê alienada de uma qualidade essencial da natureza humana, a liberdade) reside na ausência de condições de vida (celas sobrelotadas, ausência de condições higiénico-sanitárias mínimas), bem como na constante repressão e violação dos mais básicos direitos humanos.
Quando os maus tratos, indirectamente ou directamente infligidos, constituem uma prática do dia-a-dia, é normal que o suicídio possa surgir como uma possível opção de fuga a essa crua realidade.
O estudo realizado não faz quaisquer referências a suspeitas de homicídios, que se fazem passar por suicídios e que são um puro indício da existência de um sistema informal de corrupção activa dentro dos estabelecimentos prisionais

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