As forças da linguagem são as damas solitárias, desoladas, que cantam através da minha voz, que escuto ao longe. E lá longe, na areia negra, jaz uma menina cheia de música ancestral. Onde está a verdadeira morte? Quis iluminar-me à luz da minha falta de luz. Os ramos morrem na memória. A que jaz acrescenta-se a mim com a sua máscara de loba. A que não resistiu implorou chamas. Ardemos.
A. Pizarnik
A. Pizarnik

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