O Doutor Paulo e a salvação das OGMA.
A REALPOLITIK DO EXPRESSO
Paulo Portas foi director d'O Independente na altura em que aquele jornal procurava morder as esquinas da folha de que o sr. arquitecto Saraiva é director. E isso o sr. Saraiva não perdoou. Donde, sempre que pode, retribui as dentadinhas. Com razão ou sem ela.
Hoje, em editorial, o sr. Saraiva lembra que o início da decadência das OGMA (Oficinas Gerais de Material Aeronáutico) foi uma notícia d'O Independente, «com grande destaque», revelando que aquelas oficinas haviam reparado dois motores de helicópteros indonésios. Na altura, o povo português estava muito sensível à causa timorense. A Indonésia, nas palavras suaves do Expresso, «surgia como carrasco do indefeso povo maubere». O facto provocou escândalo, e «o recurso aos serviços das OGMA» passou a correr «o risco de ser olhado como uma facada nas costas dos timorenses».
A doutrina implícita no editorial do Expresso é que os jornalistas devem abster-se de dar notícias se isso, de algum modo, puser em dificuldades uma empresa estatal «próspera e lucrativa».
Claro que naquela época nem a realpolitik faria o sr. Saraiva confessar ter O Independente tal influência na sociedade... RAA 29/01/2005
in: blogue@periferica.org
A REALPOLITIK DO EXPRESSO
Paulo Portas foi director d'O Independente na altura em que aquele jornal procurava morder as esquinas da folha de que o sr. arquitecto Saraiva é director. E isso o sr. Saraiva não perdoou. Donde, sempre que pode, retribui as dentadinhas. Com razão ou sem ela.
Hoje, em editorial, o sr. Saraiva lembra que o início da decadência das OGMA (Oficinas Gerais de Material Aeronáutico) foi uma notícia d'O Independente, «com grande destaque», revelando que aquelas oficinas haviam reparado dois motores de helicópteros indonésios. Na altura, o povo português estava muito sensível à causa timorense. A Indonésia, nas palavras suaves do Expresso, «surgia como carrasco do indefeso povo maubere». O facto provocou escândalo, e «o recurso aos serviços das OGMA» passou a correr «o risco de ser olhado como uma facada nas costas dos timorenses».
A doutrina implícita no editorial do Expresso é que os jornalistas devem abster-se de dar notícias se isso, de algum modo, puser em dificuldades uma empresa estatal «próspera e lucrativa».
Claro que naquela época nem a realpolitik faria o sr. Saraiva confessar ter O Independente tal influência na sociedade... RAA 29/01/2005
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