POEMA DE PERE GIMFERRER
Os guerreiros augustos já são sombras.
À sombra do velho carvalhal.
Negra crepita a noite.
Chicotes, uivos, remotos raios.
Chiam os corvos no cego poço.
Guiaram o manso corcel de gelo.
A tempestade. O sol verde das águas negras.
Não me reconheço. É agora um lago o peito morto.
Baixela dourada, negro cadafalso do dia.
Meu corpo como a corda de um arco.
Já trabalha o Inverno, quando rasga.
As cortinas, teatro das águas.
Mascarando-se atrás das neblinas.
Negro archeiro detém teu passo.
Petrifica-se o guerreiro de azeviche.
A seta conhece já o seu caminho.
Palmo a palmo medimos o fosso.
A lama e as folhas davam-nos a cama.
Arde e arde a luva de oiro do archeiro.
A lagoa de neve e açafrão.
Nunca pensaste que tão branca fosse.
Agora vêm as hostes, lá do céu as hostes vêm.
Verde do carvalho nos olhos vazios,
de cal cheios.
Os guerreiros augustos já são sombras.
À sombra do velho carvalhal.
Negra crepita a noite.
Chicotes, uivos, remotos raios.
Chiam os corvos no cego poço.
Guiaram o manso corcel de gelo.
A tempestade. O sol verde das águas negras.
Não me reconheço. É agora um lago o peito morto.
Baixela dourada, negro cadafalso do dia.
Meu corpo como a corda de um arco.
Já trabalha o Inverno, quando rasga.
As cortinas, teatro das águas.
Mascarando-se atrás das neblinas.
Negro archeiro detém teu passo.
Petrifica-se o guerreiro de azeviche.
A seta conhece já o seu caminho.
Palmo a palmo medimos o fosso.
A lama e as folhas davam-nos a cama.
Arde e arde a luva de oiro do archeiro.
A lagoa de neve e açafrão.
Nunca pensaste que tão branca fosse.
Agora vêm as hostes, lá do céu as hostes vêm.
Verde do carvalho nos olhos vazios,
de cal cheios.

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